terça-feira, 25 de outubro de 2005

Contos da meia-noite

Por simples acaso, dois desconhecidos encontram-se despencando juntos do alto do Edifício Itália, no centro de São Paulo.
E nos últimos segundos que lhes restam conversam sobre o sentido da vida, sobre a metafísica e o amor.

Então já passados do 10o. andar um dos sujeitos diz:
"Nunca se sabe se o que chamamos de amor é desamparo, solidão doentia ou desejo incontrolável de dominação.O que na verdade me seduz é que o amor destroi certezas com a mesma incomparável transparência com que o caos significante enfrenta a insignificância da ordem. Não, o amor não é a soluçao para a vida. Mas é culminância."


Sem mais palavras espatifaram no chão da Av. São Luís.

João Silvério Trevisan
in Dois Corpos que Caem

2 comentários:

Anônimo disse...

Um momento bastante intrigante para conversar sobre metafísica e amor, eu diria. Não creio q teria este tipo de pensamento num momento destes.

mas na verdade, me intriga mesmo o porque deste texto, isto sim.

Murilo

Ana disse...

emgênero, número, e grau, concordo!