terça-feira, 18 de outubro de 2005

Mi casa su casa

Não é um Guia da Folha (ou da Falha?)
Eis uma listinha em ordem mental, não de preferência, com algumas impressões de coisas para se fazer aqui no centro.

Mercado Municipal: Restaurado, ganhou um simpático mezanino de onde é possível comer (na realidade dividir com alguém) o enooorme sanduíche de mortadela defumada com tomate seco sob a luz generosa que passa pelas claraóibas e pelos vitrais. Ainda não provei o pastel de bacalhau, será o próximo da lista, com certeza.

Centro Cultural Banco do Brasil: Sempre uma boa pedida. No último domingo teve a animada apresentação da Velha Guarda do Peruche - ótimos! - no Intervalos Musicais, um evento que sempre rola na hora do almoço de sexta à domingo. Em tempo vale conferir também a mostra de curtas canadenses e a exposição Erótica. Tudo free.

Sorveteria Soroko: Fica ali na Augusta em frente ao cirquinho. Comandada pelo Sr. Anatolie, parece uma sorveteria self-service comum. Há seis anos, começou a fabricar sorvetes com leite de soja, a pedido de uma cliente vegan que se cansou das opções de frutas e queria provar os sabores cremosos de flocos, chocolate com avelã e morango.
Como deu certo, o cardápio passou a incluir também versões em soja das frutas brasileiras, como sapoti, castanha do pará, umbu fazendo do lugar um ponto de encontro de vegans e HC's simpatizantes.
Delícia.

Charm e BH: Bem depois da Soroko, subindo a Augusta, dipensa apresentações. Gosto de um boteco. Adoro. Se quiserem um companheiro de copo, me chamem.

Praça Roosevelt:Sempre achei que a Praça Roosevelt fosse um lugar perigoso, daqueles que a gente passa correndo segurando a carteira. Nope. Há vida na praça. Nos entornos do antigo Cine Bijou, surgiram várias escolas de teatro e bares simpáticos. Dentro da praça funcionam uma escola de educação infantil, o EMEI Patrícia Galvão, e um supermercado Compre Bem. Aos domingos, do outro lado da praça, na Guimarães Rosa, acontece uma feira-livre que atende a região.

Minhocão: Sempre achei que a cidade de São Paulo poderia ganhar três presentes - 1. a derrubada do prédio do Bradesco que esconde o Copan, 2. a derrubada do muro da Raia Olímpica na Marginal Pinheiros e, finalmente, 3. a derrubada do Minhocão. Curiosamente achei esta outra comunidade defensora da suposta beleza do Elevado Costa e Silva (general, nem o nome ajuda....). Seja como for uma coisa é verdade: aos sábados e domingos quando o elevado fecha para os carros, se transforma num agradável calçadão. No último feriado caminhei por lá. Quando dei por mim estava além da Santa Cecília.

Galeria da 24 de Maio: O paraíso dos Mad Rats que tanto adoro. Saindo de lá, uma boa pedida é o Yakissoba dos coreanos do final da 24 de Maio. Deliciosa porçãozona por módicos 3 reais.

Cafés: Adoro café, em todas as suas modalidades. Recomendo o do Café Girondino, na São Bento, o do charmoso Páteo do Colégio e claro, o do Floresta que fica no térreo daqui do prédio. Sem dúvidas o mais encorpado de todos. Huuum.

Caso não esteja por aqui, sem problemas: plagiando a Praça do Relógio, nesta cidade, enquanto universo da cultura, o centro está em toda parte.

3 comentários:

matheus disse...

Eu não sei se gosto desta frase da Praça do Relógio.

Anônimo disse...

Nossa, lendo o seu texto deu uma saudade de SP. Essa sim é uma cidade maravilhosa e não a que vivo atualmente.

Eta nostalgia danada

Bjs, Wans - saudades

Edu o Histérico disse...

precisamos tomar um café no girondino que por sinal é lindo não !!