sábado, 26 de novembro de 2005

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Morangos mofados.

Na feira da História tinha um Caio Fernando Abreu por 22. Não resistindo à pechincha, o amargo, pungente, descrente em minutos estava em minhas mãos. Sempre preciso me armar de alguma coragem - ou me despir de mim mesmo? - para enfrentá-lo.
É como se eu passasse a viver o seu mundo e compartilhar de uma dor difusa, algo que dói como um todo sem saber direito onde e porquê.

E sonho esse sonho
que se estende
em rua, em rua
em rua
em vão

in Papos de Anjo, Lúcia Villares


Enquanto Caio me acompanha, vejo a cidade acontecer do 29o a meia luz: os dragões não conhecem o paraíso.

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Juízos provisórios



Chegou a hora de falar sobre o Thiago.
O conheci numa longínqua época pré-orkuteana, mais ou menos quando os blogs eram modinha, quando adorávamos vestir a carapuça indie ao mesmo tempo que a negávamos até a morte. Naquela época, ele estava a frente da Popscene, junto com a Flávia e o Hector. Bastaram alguns comments aqui e ali e surgiu uma oportunidade de baixar em Santos.
Lembro a primeira sensação ao vê-lo. Não sabia direito sobre o que conversar com aquela criatura hétera - sim, ele já foi hétero um dia. Enquanto escrevo este post, me vem nitidamente à mente alguns flashs daquela noite: me sentia meio Macabéa tentando achar coisas inteligentes na Rádio Relógio pra falar. Ou modernas... ou engraçadas... ou... ou... ou qualquer coisa que eu julgasse ter a ver com uma imagem que eu havia construído a respeito dele através dos nossos contatos via web.

Aliás é assim mesmo: não conhecemos uns as outros, mas sim uma imagem do outro. Um juízo provisório que em geral pouco tem a ver com pessoa. Psicanaliticamente equivale a dizer que você, caro leitor, não conhece a sua mãe, mas sim a representação dela.
É verdade que estes juízos provisórios tendem a ser refinados com o tempo, a se tornarem mais próximos do que a pessoa seja na realidade.

Assim foi. Com o passar do tempo Deus inventou o orkut e algum anjo torto forçou a minha entrada no MSN.
Descobri, então, o quão ridículo fui naquele primeiro encontro: um abraço e um sorriso bastariam - por detrás da fachada libertária - e refratária! - do Thiago Baraldi, tem carne e osso, tem sentimentos.
Além disso, há também um passado nerd, realidade por nós compartilhada. Um passado nerd do qual nos orgulhamos, mas também queremos nos vingar. Estou errado?

Daí ele se tatuou. Fez questão, sabiamente, de puxar a minha orelha quando falei mal das balinhas de goma. Tem - sempre teve - uma visão libertária acerca do mundo.

Quanto a mim, embora não tenha me tatuado, (apesar de estar na pauta das minhas cobiças), me furei todo. Aprendi a tomar cerveja em copo de requeijão e a dar um grande foda-se mental à uma moral imbecil que sempre me fora empurrada. Tudo influência do Thiago, coisas que talvez até este momento ele não soubesse, acredito.

Agora ele ganha o mundo. Vai pra Barcelona sem volta prevista.
Espero que leve na bagagem o meu abraço, a certeza da minha admiração e os meus votos de felicidade.
Afinal, alguém desta nossa geração gouche precisa desencalacrar.

Adeus Espantalho, adeus Homem de Lata.

Doce novembro

Novembro não tem uma cara definida.
Não é o mês das férias, nem do carnaval, nem das festas juninas.
No máximo, é o mês que antecede o do natal, o mês do final de semestre em que estamos tacitamente imersos e relatórios disto e daquilo.

Talvez seja por isso mesmo, sempre tive a impressão que novembro voa: num piscar de olhos já passamos do dia 20.

Importante mesmo é que no décimo primeiro mês do calendário gregoriano, completo primaveras. 28, nesta edição.
28 com disposição de 18 e cabelos de 48.

Sobre a comeração, em breve fornecerei mais comandos ao corpo de baile.

Aguardemm

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Coisas

Se delícia fosse uma imagem, ela seria assim.

I love Miami

Tinha planejado mundos e fundos - como já dizia minha avó - para este feriado. De fato pilhas de textos seculares esperavam por uma vista e, quem sabe, por alguma deliberação a respeito. Nada, nada. Baco imperou por estes dias. Bebidas... iates... bebidas de novo... 100 mil dólares. Luxo, poder e glamour. A bem da verdade, luxo e glamour nos moldes franciscanos permitidos pela minha conta bancária, claro.
Assim sendo, aproveitei o foda-se mental para assistir algumas sessões do Mix Brasil.

Em Exposed, filmezinho promocional de atores pornô - péssimo - surgiu uma criatura que declarava ter sido convidada para o elenco por ser a única capaz de fazer cenas de auto-felação. É. Durante a entrevista o incauto fazia questão de exibir a neca de monstruosos 25 centímetros.
O editor deste blog pensa que necas gigantes são interessantes. São sim, e muito, mas só de olhar. Definitivamente elas são pouco ergonômicas - nome bonito pra dizer que elas não cabem em lugar algum.

Voltando à vaca fria - pois supostamente este é um blog fino - domingo, vi Cansei de Ser Sexy e I love Miame na galeria Olido.
Ótemos, e com homenagem à querida Charlote.

Nhé. Chega.
Vamos para um lugar cheio de Bicha e Sapatão.

Agora.