domingo, 18 de dezembro de 2005

Metafórico

Aqui no 29o, enquanto o grito da vida me emudece, uma outra companhia se faz presente além do Caio:
Nietzsche.

Se eu pudesse materializá-lo diria a ele que valeu a espera de 28 anos para conhecê-lo.
Valeu, sim.

Em suas palavras:
É verdade: amamos a vida não porque estejamos habituados à vida, mas estamos habituados a amar.
Há sempre algo de loucura no amor, mas também há sempre algo de razão na loucura.


in Assim falava Zaratustra.

Assim amo. Amor louco.
E mudo. Contido na razão da minha loucura solitária.
Mudo, afinal somos um coração solitário na medida em que defendemos causas em que só nós acreditamos.
Não é Nietzsche? Sempre assim.

Por essas os corações solitários e loucos se desencontram lá embaixo.

Nenhum comentário: