sábado, 11 de abril de 2015

A chegada à Copacabana marca o fim da primeira etapa da viagem (1 de 3). Até aqui estive sozinho mas em nenhum momento solitário.
Compartilhar as experiências por aqui é como se todos estivessem um pouquinho comigo.
Muito obrigado pela companhia, pelas sugestões e pelo carinho.

Machu Picchu

Chegar a Machu Picchu não é fácil. Parte-se de Cusco em um ônibus da Peru Rail que roda por 1h45 até a estação de Pacha. De lá sai um trem (muito charmoso) que roda mais 3h mata a dentro até chegar em Águas Calientes. Essa cidadezinha é uma armadilha cenográfica para turistas - tudo é caro e projeto para gastar. Em águas calientes pega-se um micro ônibus que subirá (muito!) por uma estrada sinuosa até o parque propriamente dito. Valeu a pena? Muito.






quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sobre Cusco

Coisa 1: No caminho de Puno - Cusco, mais uma fria das empresas bolivianas de ônibus. Contrata-se leito e banheiro. A realidade: leito de fato apenas no piso inferior do ônibus e banheiro sem luz. Isso mesmo. Nada que a luz do celular com a bateria no fim não ajude, néamm?

Coisa 2: O Peru em uma infra muuuito melhor do que a Bolívia e Cusco, mesmo com chuva (está friiiio!), é muito bonita. No entanto, os vendedores de tudo são muito insistentes e farejam turistas há quilômetros de distância. Olho vivo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ilha so sol

A visita a Ilha do sol é uma ótima oportunidade para se conhecer um pouco da cultura Aymará - um dos povos andinos da região. São 2 horas de barco para chegar a ilha. Depois, uma caminhada de 8 km (haja fôlego). É daqueles passeios de voltar cansado e feliz.


terça-feira, 7 de abril de 2015

O chá de coca

Por aqui o chá de coca é legalizado e industrializado. Uma das opções de café da manhã oferecidas nos hotéis. Que sabor tem? Lembra chá verde, mais suave e menos amargo. Gostei muito.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Sobre Copacabana

Copacabana fica à beira do Lago Titicaca, divisa com o Peru. É a Copacabana original: uma santa encontrada aqui foi levada por espanhóis ao Rio de Janeiro dando origem ao nome da famosa praia. Aqui é também o ponto de partida de muitos mochileiros que seguem a Machu Picchu.

Na chegada é necessário fazer uma travessia de barco e conferência dos vistos nos passaportes na outra margem. Aprendam crianças: nunca tirem fotos durante a conferência de passaportes. O guarda quase reteve a minha máquina e ainda anotou sei lá o que sobre o meu passaporte em um livro. Além da bronca...

Voltando à vaca fria: Copacabana é linda. Quando estiver com uma conexão melhor mostro as fotos. A Programação de amanhã é passeio na ilha do sol.

O caminho nos Andes

Em menos de 2h de viagem já passamos dos 3000m segundo o altímetro do meu celular, e continuamos subindo.
Mesmo a noite é possível perceber como a Cordilheira dos Andes é imponente, robusta. Um horizonte de morros e cumes. Impressionante!
A rodovia é mão dupla, sinuosa, pista simples em cada lado. Todos sobem devagar e em fila. Chove.

Internet 3G

Tem internet 3g boa no meio dos Andes Bolivianos e não tem na minha casa na Santa Cecília.

Alguns acontecimentos pitorescos do ônibus Cochabamba - La Paz

1 - O motorista parou, a pedido, 3 vezes no meio do nada nos Andes para o xixi alheio. Neste caso, um xixi a 5o graus.

2 - Numa dessas, um mocinho querendo privacidade procurou uma moite laaaaá longe. Resultado: voltou correndo ao ônibus fugindo de uma matilha de cães raivosos. (nem sei se ele fez o que tinha que fazer...)

3 - Como temia, uma criança não se controlou e fez cocô nas calças, resultanto no maior climão. No entanto a mãe foi legeira de deu conta do ocorrido rapidinho.

4 - Um produto de higiene pessoal estourou dentro da minha mala devido a alta altitude e baixa pressão atmosférica. O estrago não foi maior foi estava embaladinho.

Entre mortos e feridos cá estou em La Paz lindo e belo.

domingo, 5 de abril de 2015

Nunca confiar nas informações

Não tem ônibus bissoroba nenhuma para La Paz até as 17h00 porque hoje é Páscoa. Voltei para o hotel. Vou ter tempo o suficiente para arrumar o meu óculos até lá.

Programação de hoje


1 - café da manhã e chekout do hostal;
2 - encontrar a tal da la gotita e colar o meu óculos;
3 - seguir à La Paz: subirei mais 1100m além dos 2500. Serão de 7h a 8h de viagem com previsão de chegada no final da tarde.

Cochabamba

Cochabamba é uma cidade muito interessante. Tem um trânsito impossível próximo à rodoviária e ao mesmo tempo um comércio variado aos arredores da Calle Espanha (e construções graciosas) Conta com dois grandes mercados multicoloridos e muito pitorescos onde se encontram raízes, legumes, frutas, cholas e comidas típicas.

É também o destino de muitos brasileiros. Vários optam por estudar medicina aqui devido ao valor elevado das mensalidades no Brasil.


sábado, 4 de abril de 2015

Sobre Santa Criz de la Sierra

Comparada à Puerto Quijarro, Santa Cruz é muito mais desenvolvida. O centro é a praça 24 de setembro, muito bem cuidada e onde se concentra a programação cultural da cidade. Chama a atenção o fato das pessoas ocuparem o espaço público de um modo muito tranquilo e zeloso. Como era feriado, boa parte das lojas e atrações estavam fechadas. Partí logo a noite.

Roubadas

O tal do ônibus leito para Cochabamba foi a *maior* roubada. Resumo:
Pegamos um trânsito daqueles de descer todo mundo na rodovia. Não sei se era para economizar combustível, o motorista (ligadão mascando folhas de coca) desligou o ar condicionado. Imagina um climão de gente suada no abafado.
Choveu. Menção honrosa para a goteira bem em cima do meu lugar. Mesmo assim estou feliz por ter chegado.

Malandragens 2

Teoricamente o chip da Tigo é só pra bolivianos. Descobri que na rodoviária vendem alguns desbloqueados, só tem que por crédito. Moral da história: agora tenho 3g full time

Malandragens 1

Realmente precisa ficar esperto no terminal de santa cruz: descobri nos 45 do 2o tempo (ou seja no embarque) que eu deveria pagar taxa de embarque laaaaá do outro lado. Corrida de 100 rasos com bagagem e muita gente abordando de uma maneira muito insistente (Incluindo crianças supervisionadas por adultos, infelizmente).

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O expresso oriental (ou o famoso trem da morte)

O trem é um barato e muito melhor do que se lê por aí.
Pelo que entendi houve uma reforma. Agora há apenas 2 trens de classe um única (o que eu peguei e o ferrobus, melhor ainda).

1- As instalações e segurança: são muito confortáveis e muito semelhante ao que eu vi na Espanha, por exemplo. O trem conta com um vagão restaurante e televisores de LCD e um staff (ferromoços?) bastante atencioso. Havia famĺias com crianças e uma turma bem bicho grilo (e animada!) fazendo artesanato de sisal e comendo sanduíche de queijo com guacamole. Não vi perigo algum.

2 - A programação na TV: passam DVDs que tocam uma espécie de lambada boliviana (que já estava cansando a minha beleza). Depois colocaram um filme à la Sessão da Tarde que não lembro qual era e depois O nascimento de Cristo seguido da Vida de Cristo. (A Bolívia é um país muito católico e a páscoa se aproxima). Teve mais um ainda mas tomei Dramin e não lembro de mais nada.

3 - A comida: muito boa, adorei. No almoço frango com grãos e arroz muito saboroso e cheiroso e no jantar salpicão de frango com arroz. É possível passar o tempo tomando café ou jogando baralho no vagão restaurante.

Os trâmites na fronteira Brasil - Bolívia

Uma epopéia. Tanto do lado boliviano quanto do brasileiro logo de manhã há uma looonga fila de pessoas que chegam antes de abrir os postinhos. Ninguém sabia muito bem se essa ou aquela fila era correta (havia mais de uma que mudava de quando em quando).

Resumindo, cheguei as 07h30 e saí as 10h18. O que dever ser feito:

1) voltar ao lado brasileiro (toldo azul) para pegar o carimbo de saída. Calorão, muita gente a ser atendida e dois guichês atendendo. Certamente fiquei mais do que uma hora lá.

2) Já com a saída carimbada, caminhar sobre a pontezinha da divisa e no lado boliviano (toldo vermelho) pegar outra (looonga) fila para pegar o visto de entrada. Foi carimbado 90 dias no meu passaporte e não conferiram se eu tinha tomado a vacina contra febre amarela (mas pediram isso para a pessoa da minha frente) - Mais um tempão de espera e uma moça sozinha atentendo.

Na minha vez, ela saiu para organizar o bololô de pessoas na fila e o computador dela desligou precisando, assim, reiniciar o meu atendimento.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Puerto Quijarro

Sobrevivi! Acabei de chegar em Puerto Quijarro! Preciso de um banho urgente. Já conto como cheguei aqui.

Agradecimento

Um homem muito generoso acaba de me devolver a minha bolsa de mão intacta. Afinal, é super minha cara esquecer os meus documentos, o passaporte, todo o meu dinheiro e todos os cartões no meio do Mato Grosso.

[Trecho Campo Grande - Corumbá]

 Após 5h de espera (o bus das dez e meia já estava cheio) o meu ônibus para Corumbá sairá logo mais. Serão mais 6 horas de estrada. Se conseguir cruzar a fronteira hoje já durmo na Bolívia (o que seria ótimo por preço e por adiantar alguns trâmites burocráticos). Do contrário, janto o que tiver em Corumbá mesmo e me entrego ao meu merecido repouso.

Na Rodoviária de Campo Grande II

Algumas horas sentado na rodoviária podem ser reveladoras: acabado de ver um rapaz africano (que compartilhava a tomada comigo) ser destratado por um sujeito qualquer. Vou de testemunha se ele quiser.

Na Rodoviária de Campo Grande

Iates? Garotas? 100 mil dólares?
O artigo mais cobiçado do momento (e não só por mim, garanto) são as tomadas!
Dei sorte de conseguir uma das poucas que funcionam (e só saio daqui com ela cheinha)